domingo, 25 de julho de 2010

Cinema Mudo, Poesia de "Nato" Azevedo.


CINEMA MUDO


Na tela embaçada da memória
revejo coisas, rios, vilas, fatos,
grades e quartos, creches, internatos
e tantas cenas mais de antiga história.

Se nela "flashes" há de alguns maltratos,
instantes tem também de certa glória
e um correto viver entre a escória
e a gente de valor, homens ou "ratos".

Dos dramas, sonhos, só o que resiste
de mil imagens (côres, cheiros, sons,)
é a de menino num barraco triste,

abraçado ao coelhinho com bombons,
provando que a felicidade existe
em locais e momentos nada bons.