domingo, 7 de novembro de 2010

Poetas Uni-vos!

PRIMEIRO CONGRESSO INTERNACIONAL DE POETAS DEL MUNDO


1º Congresso Internacional de Poetas del Mundo
de 10 a 13 de março de 2011
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
Viena Park Hotel


PROGRAMA:

10/03/2011 - Quinta - feira
16:00 - Credenciamento
19:30 - Abertura Oficial/Salão Salzburg
Com Árias Manzo, Delasnieve Daspet e Léo Lobos (Chile)
21:30 - Jantar


11/03/2011 - Sexta - Feira
08:30 - Salão Salzburg
Reencontro de Poetas/ Poesia no Palco/1ª Mostra Internacional de Poesia Visual/Mini-Feira de Livros;
Visita à escolas; (necessário inscrição prévia)

09:00 - Sala 1
Oficina de poesia visual - Tchello d'Barros
Oficina de Haicai ( 20 vagas ) - Jiddu Saldanha

10:00h - Coffee Break (15min)
12:00h - Almoço de todo o grupo no Hotel; (incluso)

Tarde
13:30 - Reunião da Associação Internacional de Poetas del Mundo
14:00 - Oficina de poesia visual -Tchello d'Barros
15:00 - Coffe break (15 min)
15:30 - Debate /Mesa redonda;
17:00 - Haicai " Observação e Síntese" Palestra com Jiddu Saldanha

Noite
20:30 - Jantar /homenagens;
Apresentação: A FLOR DE FLORBELA
Com Marcos Assumpção www.marcosassumpcao.com.br
12/03/2011 - Sábado
Manhã livre para passeios e compras;
12 :00 - Feijoada do Congresso

Tarde
14:00h - Poesia no Palco/Recital livre
15:00h - Coffee Break (15 min)
15:30h - Palestra 2/Debates/Mesa redonda

Noite
20:00h - Lançamento da Antologia do Congresso;
Jantar;
" A poesia jogada num canto" com Catulo Fernandes e Álvaro Santestevan;
Recital livre

13/03/2011 -Domingo
09:30h
Colocação de placas indicativas nos três Ipês plantados no Mausoléu Dr. Blumenau, durante 2º Encontro de Poetas del Mundo, em junho de 2008.
• Manifestos pela Paz;
12:00 -Almoço de encerramento

Coordenação Geral: Terezinha Manczak -
Cônsul de Santa Catarina da Associação Internacional de Poetas del Mundo
http://www.poetasdelmundo.com/ verInfo.asp?ID=2138
manczak@terra.com.br
Assessor Cultural: Tchello d'Barros - Cônsul de Maceió
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Já está disponível o link através do qual você efetua seu cadastro, faz as suas reservas e escolhe a melhor opção de pagamento. Tudo para sua maior comodidade e segurança.

Acesse e garanta sua participação no Congresso.
Sua presença entre nós fará toda a diferença!

A taxa de inscrição para credenciais em todo o evento, com Certificado de Participação, é de R$ 80,00.

Além das duas oficinas, estão inclusos três coffee break , pasta com materiais, almoço de sexta - feira e tratamento personalizado pela Primeiro Mundo Agentes de Viagens.

Coordenação Geral - Terezinha Manczak
Contato : terezinhamanczak@yahoo.com.br
Celular: 47 84024233o

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Para Você.


Tanto Amar

Composição: Chico Buarque


Amo tanto e de tanto amar

Acho que ela é bonita
Tem um olho sempre a boiar
E outro que agita

Tem um olho que não está
Meus olhares evita
E outro olho a me arregalar
Sua pepita

A metade do seu olhar
Está chamando pra luta, aflita
E metade quer madrugar
Na bodeguita

Se os seus olhos eu for cantar
Um seu olho me atura
E outro olho vai desmanchar
Toda a pintura

Ela pode rodopiar
E mudar de figura
A paloma do seu mirar
Virar miúra

É na soma do seu olhar
Que eu vou me conhecer inteiro
Se nasci pra enfrentar o mar
Ou faroleiro

Amo tanto e de tanto amar
Acho que ela acredita
Tem um olho a pestanejar
E outro me fita

Suas pernas vão me enroscar
Num balé esquisito
Seus dois olhos vão se encontrar
No infinito

Amo tanto e de tanto amar
Em Manágua temos um chico
Já pensamos em nos casar
Em Porto Rico

Para o meu amor, Linda


Minh'alma, de sonhar-te anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No mist'rioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!...

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."

Florbela Espanca

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Bahia perde Sergio Marinho


A Bahia perde Sergio Marinho, lutador de karatê, boêmio dos bom e poeta.
A última vez que tive com Sergio foi em Janeiro em Salvador, encontrei ele no Largo 2 de julho naquelas esquinas da vida que os baianos se encontram, coloca a mão na cintura e conversam sobre tudo.
O papo foi sobre a abertura do Boteco do Quintal. (Podemos dizer um filho do Velho Quintal do Raso da Catarina que encantou nossas madrugadas de Bahia, com lindas cantorias, chopp, poesias, bode na brasa e príncipes que deixou todos nós malucos )


Eu perguntei - e ai quando Franco Barreto vai abrir esse Boteco?

Ele ironicamente me falou


- Quando vc.. Parar de corre o mundo e voltar a morar na Bahia,.

Caímos na gargalhada.

Depois declamou o seu famoso haicai.




todos os meus ais
cabem
num hai-kai

-

ao olhar do travesti
confesso:
não resisti

-

em matéria de vôo
tira de letra
a borboleta

Deu no Blog academia reflexo

Morreu um grande pesquisador do Karatê na Bahia Prof. Sergio Marinho, fundador da Academia Reflexo, autor do livro Karatè-dô, professor de Karatê do Colégio Dois de Julho, em Salvador-Ba, orientador literário de muitos professores de Karatê, elaborador de comissões de pesquisa no Karatê da Bahia. Deixa um vazio muito grande no nosso Estado, com suas idéias sempre a frente da tradição milenar responsável por quebrar diversos paradigmas nas artes Marcias da Bahia.

Obrigado Sérgio Marinho!

OSS!

sábado, 21 de agosto de 2010

Um Passeio bucólico na Av. Sete

Av. Sete de ontem

Av. Sete de Hoje




Alex Ferraz



EM TEMPO



Publicada: 20/08/2010 no Jornal Tribuna da Bahia
Um passeio bucólico na Av. Sete

É um dia desses a que chamam de útil. Cerca de meio-dia, e, apesar do sol a pino, uma sensaçãozinha gostosa de um frio tropical e mentiroso invade o corpo. Caminho no trecho entre Piedade e Relógio de São Pedro, na Av. Sete. Uso a calçada da direita, sentido Relógio. Apesar de atordoado com as buzinas e os carros de som de campanhas que insistem em desafiar a Sucom com seu alto volume, ainda consigo ouvir a mocinha berrar: “Sete calcinhas por 10 REAL”. Sigo em frente, até porque a peça íntima apregoada certamente não me diz respeito. De repente, uma senhora e duas moças param, tomando a estreita faixa que resta da calçada ocupada por camelôs, a fim de observar alguma mercadoria num tabuleiro. Todo o fluxo de pedestres estanca. Alguns resmungam, e elas resolvem abrir caminho e passamos, um a um, na estreita brecha aberta. Mais adiante, sou cercado por moças que oferecem empréstimos, daquele tipo “consegui nada”, ou seja, cujos juros e outras tramamoias embutidas nos contratos espertos raspam as contas bancárias dos aposentados crédulos. Driblo a galera do empréstimo e dou de cara com dois rapazes que oferecem todo tipo de exame médico e me entregam um folheto, o qual junto a um maço que já carregava no bolso, porque não fica bem jogá-los na rua e até mesmo me constrange atirar no lixo a papelada diante daqueles que suam para ganhar uma graninha distribuindo tanta papelada. Mais camelôs, menos espaço. A ansiedade e a caminhada tortuosa fazem, então, meu organismo desdenhar do frio e começam a surgir gotas de suor no rosto. Tento, de um golpe, entrar logo no Fundação Politécnica, onde vou a um cartório. Qual nada! Uma mocinha me entrega um papel com informações sobre exames de vista. Meus óculos estampam na cara que sou um dependente da oftalmologia e a mocinha exulta: “Quer fazer exame? Quer óculos novos? Qualquer coisa, fale comigo”, e me acompanha, lado a lado, até eu garantir que vou, sim, lembrar do nome dela escrito no panfleto quando for fazer o tal exame. Ufa! Consigo chegar ao prédio e enquanto a escada rolante sobe, vejo miniaturizar-se lentamente, na estreita calçada, a pequena multidão de entregadores de panfletos, locutores de lojas, camelôs e seus clientes, e - ah, sim! - transeuntes normais.

domingo, 25 de julho de 2010

Cinema Mudo, Poesia de "Nato" Azevedo.


CINEMA MUDO


Na tela embaçada da memória
revejo coisas, rios, vilas, fatos,
grades e quartos, creches, internatos
e tantas cenas mais de antiga história.

Se nela "flashes" há de alguns maltratos,
instantes tem também de certa glória
e um correto viver entre a escória
e a gente de valor, homens ou "ratos".

Dos dramas, sonhos, só o que resiste
de mil imagens (côres, cheiros, sons,)
é a de menino num barraco triste,

abraçado ao coelhinho com bombons,
provando que a felicidade existe
em locais e momentos nada bons.