quarta-feira, 30 de março de 2011

Escritor lança livro no bar que ele frequenta há 50 anos


O jornalista e escritor Cristóvam Aguiar Da cidade de Feira de Santana a 107 km de Salvador, vai lançar no domingo (03/04) a partir das 11 horas, no Boteco do Vital (esquina da rua Boticário Moncorvo com a Comandante Almiro) na Kalilândia, o livro de crônicas “Sempre Livre”.

O local escolhido para o evento, segundo Cristóvam, é o lugar que ele frequenta há mais de 50 anos, pois chegou ao bairro ainda menino e ia até lá comprar doces e refrigerantes. Depois de adulto continuou frequentando o lugar onde até hoje costuma se reunir com seus velhos amigos para beber e conversar.

Para que o projeto fosse possível, ele contou com o apoio da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA), e do Instituto de Hematologia de Feira de Santana (IHEF). O livro, de 84 páginas, tem apresentação do médico, poeta e compositor Outran Borges, capa de Leno Aguiar e comentário de Maura Sérgia.

Fonte: Blogdafeira.com.br

domingo, 27 de março de 2011

Salvador 462 anos :Poesia "Roma Negra"





“ROMA NEGRA”


Salvador

Minha Negra linda cidade

Salvador dos Aflitos

Do Bonfim

Das matas escuras

Do Negro Beiru

Salvador da Piedade

Onde ficaram

As negras cabeças

Da liberdade

Salvador da Rua da Forca

Da Rua Chile

Da Ladeira da Praça

Onde lutaram

E sangraram os Malês

Salvador onde morou

O Negro professor

Que queria taxar os ricos

O amor pela cidade

Salvador da dor

No Pelourinho

Salvador do Alto da Boa Vista

Do Sodré

Onde andou e declamou

Castro Alves

Salvador da Estrada

Onde passou a Rainha

Salvador da Liberdade

Da Negra Liberdade

Da Graça sem graça

Dos Mares

Da praia do Negô Bom

Do Canta Galo

Da ponta do Humaitá

Salvador das palafitas

Do Campo da Pólvora

Do Político miserável

E suas “maldades”

Salvador do Dois de Julho

Das Minhas Viagens...

No Aeroporto da cidade

Salvador do elevador

Da minha dor

Do meu amor

Meu amor pela

“Roma Negra”

Cidade

Autor Rui "Baiano" Santana: essa poesia faz parte do livro Roma Negra.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Máscara Negra Marchinhas de Carnaval com Dalva de Oliveira




Máscara Negra

Marchinhas de Carnaval

Composição: Zé Keti-Pereira Mattos

Quanto riso! Oh! quanta alegria!
Mais de mil palhaços no salão.
Arlequim está chorando
Pelo amor da Colombina
No meio da multidão.

Foi bom te ver outra vez,
Está fazendo um ano,
Foi no carnaval que passou.
Eu sou aquele Pierrô
Que te abraçou e te beijou meu amor.
Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade.
Vou beijar-te agora,
Não me leve a mal:
Hoje é carnaval.

Já é Carnaval: O blog vai postar marchinhas e músicas de Carnaval até a festa de Momo



Touradas em Madri
Marchinhas de Carnaval
Composição: by Braguinha-Alberto Ribeiro


Touradas em Madri
Marchinhas de Carnaval
Composição: by Braguinha-Alberto Ribeiro
Eu fui às touradas em Madri
E quase não volto mais aqui
Pra ver Peri beijar Ceci.
Eu conheci uma espanhola
Natural da Catalunha;
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse touro à unha.
Caramba! Caracoles! Sou do samba,
Não me amoles.
Pro Brasil eu vou fugir!
Isto é conversa mole para boi dormir

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Morre o Poeta e Cantador Helvecio Santana, Hospital São Rafael de Salvador negou atendimento


O compositor Wilson Aragão a frente, Helvecio e o último com violão e gaita

Hospital nega atendimento de urgência a credenciado. Para a maioria das pessoas ter um plano de saúde significa tranquilidade e bom atendimento nos hospitais credenciados, mas não foi o que aconteceu na madrugada da última quinta-feira, dia 3, às 2h30min, com o cantor e compositor Helvécio Pereira de Santana, 62 anos. Segundo informações da esposa, engenheira Cyntia Brito, ele passou mal em casa, apresentando fortes dores no peito e vômitos.

Ela então resolveu dar socorro levando-o até o Hospital São Rafael. Ao chegar à portaria para se dirigir ao setor de emergência teve o atendimento negado, apesar de possuir assistência médica credenciada em convênio com o hospital. Desesperada, a engenheira tentou pagar com cartão de crédito, o que foi negado. A engenheira foi orientada pelo próprio funcionário do Hospital São Rafael a seguir pela Avenida Paralela rumo ao Hospital Jorge Valente, onde o paciente seria atendido. No meio percurso, próximo ao Parque Lucaia, Helvécio Santana começou a ter convulsões e a engenheira tentou reanimá-lo, mas já era tarde.

Quando chegou ao Hospital Jorge Valente, os médicos constataram que ele já estava morto. Telefones da engenheira Cyntia para contato 8876-9162 3358-5370 3353-0894 (Pérola Catela, jornalista

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Crônica de China Bastos: Os Bares da Minha Terra.



Os Bares da minha terra

O Aurélio nos dá o significado de que bar é o "estabelecimento comercial onde se servem bebidas num balcão e ou pequenas mesas; botequim, boteco, café".

Mas na sua essência um bar é mais que isso, é onde pessoas passam a se conhecer, lugar de encontros e desencontros, lócus de convivência onde coisas acontecem.

Assim são os bares, alguns famosos outros anônimos, mas sempre importantes para a vida das pessoas.

O que seria do filme Casablanca se não fosse o Rick's Cafe American? É lá que toda a trama se desenvolve.

E o Homer Simpsons se não existisse o Moe's Tavern, ponto de encontro dos perdedores de Springfield, onde ele iria aplacar as suas angústias provocadas pelas suas frustrações?

Talvez as crônicas dominicais do imortal João Ubaldo Ribeiro não tivessem a mesma ironia se não houvesse o tão famoso Boteco do Leblon.

Assim são os bares!

Coaraci também teve e continua tendo seus pontos de encontros de amigos, lugar de bate papo, de cerveja gelada e de manifestações artísticas e culturais.

São tantos, entre famosos e anônimos que citarei apenas três deles.

O Jazz Bolacha, o mais famoso de todos, com mais de meio século de existência sempre uma instituição presente na vida de várias gerações. Como se numa hereditariedade de pai para filho, foi assim comigo e com muitos da minha geração.

Lembro-me de seo Joaquim, pai do meu amigo Zé, ele era a alma do Bolacha.

Das músicas que lá eram cantadas por amigos e companheiros que sempre achavam tempo para se encontrar e render homenagens à boa música, principalmente a Música Popular Brasileira.

Hoje, desde muito, o amigo Ivo vem mantendo o maravilhoso e velho Bolacha com o amor e a alma de um bom rei que sabe cuidar não apenas do seu reino, mas, principalmente dos seus súditos. A Toca, bar marcante para uma geração de amigos, lá se ouvia boa música nas vozes afinadas de Nái Amorim, dos irmãos Soares, Fábio e Luciano, o toque refinado do violão de Valdir Amorim e de tantos outros que por lá passaram. Sem falar nas excepcionais mostras de som que eram feitas. Uma verdadeira confraria!

E por último, o Banana Café ou simplesmente o Bar de Maria, também remanescente da Toca. Um caldeirão de cultura que dispensa comentários. Cheio de gente bonita de papo agradável e de belíssimas obras de arte nas paredes. E o mais importante, o calor humano e o sorriso alegre da grande amiga Mary.

Pois é, amigos, assim são os bares da minha terra.

Carlos Bastos Junior (China),


*Coaraci cidade do interior baiano






Fotos do site
http://www.foxiw.com/br/city/coaraci.html