segunda-feira, 5 de maio de 2008

karl marx em nat


KARL MARX!

Na data calendário de hoje, 5 de maio de 1818 -há 190 anos- nascia em Tréveris, Alemanha (Renânia-Palatinado), Karl Heinrich Marx.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Alcir Matos "Negro Encontro"



Alcir Matos é fibra, é verbo rasgando a emoção dos preconceitos alheios: é verso rompendo nas rimas a inspiração de qualquer supressão que o outrem possa LHE impingir.Basta despir a fantasia que empalidece nossas raízes, para mergulharmos de vez na poesia simples, concisa e direta que esse autor descendente de africanos, como qualquer um de nós, brancos mestiços, nos traz dos navios negreiros, dos primórdios da história para um Negro Encontro. Nancy de Azevedo Soares
Livro: Negro Encontro

Autor: Alcir Matos

Ano: 1987

A venda no Cendenpa-Belém do Pará.

Alcir Matos é paraense militante de esquerda. Fundador do PT fez parte da direção deste partido, foi diretor da Secretaria de Habitação e da Companhia de Saneamento de Belém-SAAEB. Hoje faz parte da direção Nacional do Movimento pela Moradia e mora no Pará, onde o Partido dos Trabalhadores governa o Estado. Matos "Negão" como é conhecido, filho de Didi e de Ogum, está desempregado mas não perde a dignidade.

"Sou o negro Cristo

adormecido e bruto.

Contigo, percorro em sonho o meu amanhecer.

Talvez não consigamos o novo negro Cristo,

mas meus descaminhos contigo vou viver."

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

"A Poesia Contemporânea de Ananindeua" A Poesia urbana na Amazônia


RASGA O PEITO E SOLTA O VERSO...

Texto de "Nato Azevedo"

Com esse "chavão" 2 repentistas do Nordeste gravaram (nos anos 80) um dos melhores discos dessa categoria artística.
Também nós, poetas de Ananindeua, decidimos abrir o coração e lançar ao espaço nossas emoções, anseios e angústias. Sem medos, sem culpas, sem considerações exageradas pela opinião de doutos e mestres da "poemática", sem apoios nem patrocínios, por mínimos que fossem.

Com a raça dos desamparados, com a garra dos desprezados, com a coragem dos excluídos... lá vamos nós, num VÔO LIVRE sem rumo definido nem volta programada.
Poesia contemporânea, sim, "rente que nem pão quente" com os fatos & coisas da Vida, POESIA URBANA feita numa Amazônia prêsa -- em têrmos literários (ou culturais, pelo menos) -- a bôtos, yaras, mapinguaris, matas e águas.

Esta obra passa ao largo dos temas folclóricos locais ou prescinde deles, voltados que estão os Autores todos para dentro de si mesmos, analisando-se antes de olharem o Mundo.
Atnágoras Lopes/"Nato" Azevedo/Emanuel Eric/Nádia Maria/Wilson Santos e a Mariazinha voam em conjunto nas asas da Poesia, fazendo História num Município por vezes tão árido para a Cultura ou, com absoluta certeza, para a Literatura.

"O Artista é a ANTENA de sua raça", receptor e transmissor vilipendiado e discriminado dos sonhos e ideais dela. Somos tocha ardente/pedra veloz/água de nascente/lava atroz... a tornar cinza e pó os horrores & terrores da Humanidade suicida.
Enquanto COLETÂNEA "A Poesia Contemporânea de Ananindeua" é obra INÉDITA em terras ananins, graças ao esforço solitário do baiano Rui Santana, através da Editora independente SEMLIVROS (http://www.semlivros.blogspot.com/), enquanto os que podem e devem difundir Cultura (e livros) dormem em berço esplêndido.

EM TEMPO: o escritor "NATO" AZEVEDO agradece sensibilizado o repetido apoio da ESMAC - Escola Superior Madre Celeste (Cidade Nova 8) ao seu trabalho poético, inclusive na presente obra.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Wilson Santos " O Poeta Angustiado "


Wilson Santos Silva


Filho de José Maria da Silva, e Maria Santos Silva.
Nascido em 08 de julho de 1968, Belém. Pará.
Morou em Belém até os 6 anos de idade, e com a separação de seus pais, foi com sua mãe para São Paulo, onde passou o resto da sua infância junto ao irmão, a irmã e o padrasto. Retornou a Belém aos 14 anos, aos 15, já trabalhava com eletricista, profissão que aprendeu com o pai; aos 18, ingressou nas Forças Armadas, (Exército Brasileiro) onde passou um ano como soldado, depois retomou a atividade de eletricista; aos 19, trabalhou como motorista de uma marmoraria; aos 20, foi trabalhar com seu padrasto Orlando Costa na panificadora da família encarregado da gerencia; aos 23 conheceu Maria Ivone Paes com quem constitui família, tendo um casal de filhos; aos 24, ingressou no Corpo de Bombeiros Militar do Pará como Terceiro Sargento onde permanece até então com a mesma graduação.

Sua inspiração para a poesia iniciou-se com uma decepção amorosa, que ao tentar explicar para si mesmo coisas que nunca tinha sentido até então, foi que começou a escrever alguns versos numa forma de poder transmitir desabafar explicar através de poemas a melancolia que sente e a dor que dilacera seu coração.

O seu primeiro livro “POEMAS BABACAS DE UM BABACA” partiu de alguns amigos que leram seus versos, elogiaram e incentivaram a sua publicação.

O título de sua primeira obra, “POEMAS BABACAS DE UM BABACA”, foi idéia de Wilson, que de tanto escutar sua esposa e parentes o chamarem de “babaca”, por sofrer por um amor não correspondido, e também visualizando também uma questão de marketing por ser um título curioso, espera despertar a curiosidade de muitos leitores.

Seu segundo livro “A POESIA CONTEMPORÂNEA DE ANANINDEUA” foi a convite de um amigo que estava reunindo alguns poetas locais para publicar um livro coletivo.

Agora, um pouco mais experiente Wilson Santos está disponibilizando o livro SENTIMENTOS E VERDADES, o qual lhe custuo muita dedicação, perseverança e uma longa jornada de trabalho, e que não deixa de ser uma continuidade do seu primeiro livro, pois o tema central e o amor e até contém algumas de suas poesias. Wilson Santos pode afirmar com clareza que não escreve uma virgula sequer que não seja a absoluta verdade e os seus mais nobres sentimentos.

SENTIMENTOS E VERDADES é um livro mais trabalhado, melhor elaborado que contém tanto poesias de amor e desabafo, resultado de uma desilusão amorosa, quanto voltadas para o seu cotidiano.

Wilson Santos diz que escreve porque gosta, como não consegue mentir nem tão pouco escrever ficção é sincero e íntegro em tudo que fala , assim como em tudo que escreve. Não tendo medo de expor seus sentimentos porque são verdadeiros assim como seu amor.




ENTRE SONOS E FANTASIAS

Entre sonhos e fantasias
viajo em vão.
Navego por mares distantes
muito alem
da humana compreensão.
No universo
da mais pura imaginação.
Na tentativa de encontrar
o que não encontrei,
no mundo da realidade
nessa vida de desilusão.



ALUCINADO

Por mares desconhecido da razão
atravesso continentes
nunca navegado.
Ancorado de porto em porto
em meus delírio
sigo alucinado.
Procurando amor
alguém que preencha
esse coração amargurado.
Nas águas turbulento da imaginação
vou longe
mas sempre termino no mesmo porto parado.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O POETA DA RUA "NATO" AZEVEDO



O poeta "Nato" Azevedo sobrevive recolhendo coisas pelas ruas da cidade e as vendendo em praças públicas. Participa da coletânea "A Poesia Contemporânea de Ananindeua" - (A Poesia urbana na Amazônia), editada pelo Blog "SEM LIVROS"
natoazevedo@yahoo.com.br



O Poeta por êle mesmo:






Carioca de 1º/10/1952, faço poesias desde os 15 anos e contos & crônicas a partir de l988, tendo publicado mais de 50 textos nos jornais de Belém e Ananindeua, cidade vizinha. Membro da UBT-Belém (União Bras. de Trovadores) e da ALA-A (Assoc. de Letras e Artes de Ananindeua) fui vencedor em 9 concursos nacionais de poesia/contos, tenho 51 Menções Honrosas em eventos literários de vinte cidades em 11 Estados e 210 textos em jornais culturais e revistas de 52 cidades em 9 Estados. Estou em 14 coletâneas literárias de 4 Estados, principalmente em obras da IGAÇABA Prod. Culturais, da cidade de Roque Gonzales/RS. Sou compositor de MPB, sambas e rocks sem maiores méritos, fazendo também versões de hits de grandes bandas roqueiras.Lancei artesanalmente (Edição do Autor, em xerox) PALAVRAS AO VENTO, livreto de poemas & canções com mais de 80 cópias, em 4/1986; coordenei a coletânea com 16 poetas de Vigia/PA, "Livrencontro", em fev./1987, com mais de 200 cópias e editei "QUASE NADA...""miscelânea" com 60 exemplares, em 9/1988.A partir de dez.1999 produzi o folheto "Jardim de Trovas" nº 0 e 1 (este em nov./2000) e o nº 2, hoje com mais de 500 cópias já enviadas para todo o país, desde junho/2002.Entre 1990/92 organizei shows anuais em teatros de Belém com artistas de Ananindeua, além de fundar (em 1988, com meu irmão gêmeo Renato) e presidir o CCCP - Centro Cultural de Capoeira do Pará, controverso marco extinto em 6/1992, no qual expedi mais de 300 ofícios diversos defendendo uma visão artítisca dessa luta.Aguardo a futura (?!) publicação de "QUASE NADA...", estreando como contista e registro as minhas memórias em "AQUELAS TARDES TRISTES...", com cenas da infância no Sul (PR/SC) e "momentos" amazônicos.
C O N F I T E O R (trechos do Prefácio original)
(...) Sinceramente, não sei porque escrevo! Alguns dos grandes nomes de nossas letras já afirmaram que o fazem por angústia. Outros mais, quando o momento de inspiração os invade e a vontade de escrever se torna irresistível. Affonso Romano de Sant'Anna deixou para a posteridade definição magistral:"quem escreve, o faz para não morrer; quem lê, lê para imaginar que vive" ! De minha parte, o que me move são dois sentimentos tanto opostos quanto indistintos. O intuito, mesmo velado, de apontar êrros, de corrigir o Mundo e, paralelamente, um desejo sutil de "vendetta" diante da impotência (ou inconsciência) geral frente aos fatos da Vida.Escrever se torna bem menos prazer e lazer do que desabafo indignado (e, por vezes, virulento) por tantos "sapos" e "pepinos" que o Destino nos põe no prato da existência, mesmo quando se está farto. (...)Por que escrevo... quando na realidade deveria estar procurando um trabalho ou uma ocupação que me desse o sustento? Por que escrevo... se acredito, como o personagem de William Shakespeare, que "palavras são palavras e nada mais que palavras"? Por que escrevo... se sei que os livros não mudam sequer as pessoas, quanto mais esse vasto e miserável Mundo? Por que escrevo... se ninguém (exceto eu mesmo) me lê, como sucedeu a tantos antes de mim, como sucederá "per omnia saecula" se o Mundo continuar seguindo seu imutável curso?Sinceramente, não sei porque escrevo !Há, é claro, a satisfação do texto bem escrito, do conto bem acabado, com comêço e meio... que o fim é sempre uma incógnita, mesmo para o escritor, acreditem se quiserem. Pode existir até uma pontinha de inútil vaidade, quando momentâneamente se atinge a tão almejada perfeição, mas tudo acaba logo que se fecha a gaveta, assim que guardamos a pasta de originais, registro & memória que só o Tempo tocará dali por diante, com seus dedos apodrecidos. (...) A OBRA DE NATO NA NAT.
http://www.overmundo.com.br/perfis/colaboracoes_publicadas.php?autor=18884

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O POETA MALDITO "Paulo Leminski"



POESIA
Paulo Leminski
I
Confira tudo
que respira
conspira
II
Tudo é vago e muito vário
meu destino não tem siso,
o que eu quero não tem preço
ter um preço é necessário,
e nada disso é preciso
III
Cinco bares, dez conhaques
atravesso são paulo dormindo dentro de um táxi
IV
isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é
ainda vai nos levar além
V
O paulo leminski é um cachorro louco
que deve ser morto a pau a pedra
a fogo a pique
senão é bem capaz do filhodaputa
de fazer chover em nosso piquenique


Paulo Leminski nasceu aos 24 de agosto de 1944 na cidade de Curitiba, Paraná. Em 1964, já em São Paulo, SP, publica poemas na revista "Invenção", porta voz da poesia concreta paulista. Casa-se, em 1968, com a poeta Alice Ruiz. Teve dois filhos: Miguel Ângelo, falecido aos 10 anos; Áurea Alice e Estrela. De 1970 a 1989, em Curitiba, trabalha como redator de publicidade. Compositor, tem suas canções gravadas por Caetano Veloso e pelo conjunto "A Cor do Som". Publica, em 1975, o romance experimental "Catatau". Traduziu, nesse período, obras de James Joyce, John Lenom, Samuel Becktett, Alfred Jarry, entre outros, colaborando, também, com o suplemento "Folhetim" do jornal "Folha de São Paulo" e com a revista "Veja". No dia 07 de junho de 1989 o poeta falece em sua cidade natal. Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Sua obra tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Seu livro "Metamorfose" foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia, em 1995. Em 2001, um de seus poemas ("Sintonia para pressa e presságio") foi selecionado por Ítalo Moriconi e incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", Editora Objetiva — Rio de Janeiro.

O POETA NEGRO " CRUZ E SOUZA"



Cruz e Sousa (1861 - 1898)
João da Cruz e Souza nasceu em 21 de novembro de 1861 em Desterro, hoje Florinaopolis, Santa Catarina. Seu pai e sua mãe, negros puros, eram escravos alforriados pelo marechal Guilherme Xavier de Sousa. Ao que tudo indica o marechal gostava muito dessa família pois o menino João da Cruz recebeu, além de educação refinada, adquirida no Liceu Provincial de Santa Catarina, o sobrenome Sousa.
Apesar de toda essa proteção, Cruz e Souza sofreu muito com o preconceito racial. Depois de dirigir um jornal abolicionista, foi impedido de deixar sua terra natal por motivos de preconceito racial. Algum tempo depois é nomeado promotor público, porém, é impedido de assumir o cargo, novamente por causa do preconceito. Ao transferir-se para o Rio, sobreviveu trabalhando em pequenos empregos e continuou sendo vítima do preconceito. Em 1893 casa-se com Gravita Rosa Gonçalves, que também era negra e que mais tarde enlouqueceu. O casal teve quatro filhos e todos faleceram prematuramente, o que teve vida mais longa morreu quando tinha apenas 17 anos. Cruz e Souza morreu em 19 de março de 1898 na cidade mineira de Sítio, vítima de tuberculose. Suas únicas obras publicadas em vida foram Missal e Broquéis.
Cruz e Souza é, sem sombra de dúvidas, o mais importante poeta Simbolista brasileiro, chegando a ser considerado também um dos maiores representantes dessa escola no mundo. Muitos críticos chegam a afirmar que se não fosse a sua presença, a estética Simbolista não teria existido no Brasil. Sua obra apresenta diversidade e riqueza. De um lado, encontram-se aspectos noturnos, herdados do Romantismo como por exemplo o culto da noite, certo satanismo, pessimismo, angústia morte etc. Já de outro, percebe-se uma certa preocupação formal, como o gosto pelo soneto, o uso de vocábulos refinados, a força das imagens etc. Em relação a sua obra, pode-se dizer ainda que ela tem um caráter evolutivo, pois trata de temas até certo ponto pessoais como por exemplo o sofrimento do negro e evolui para a angústia do ser humano. Poemas:Inefável Vida ObscuraTristeza do InfinitoMúsica da MorteAcrobata da DorSinfonias do OcasoDilaceraçõesFlor do MarDança do VentreVelhas TristezasEncarnaçãoBraços SideraçõesAntífonaBiblioteca On-lineBroqueisFaróisO Livro DerradeiroÚltimos Sonetos