Quanto riso! Oh! quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão. Arlequim está chorando Pelo amor da Colombina No meio da multidão.
Foi bom te ver outra vez, Está fazendo um ano, Foi no carnaval que passou. Eu sou aquele Pierrô Que te abraçou e te beijou meu amor. Na mesma máscara negra Que esconde o teu rosto Eu quero matar a saudade. Vou beijar-te agora, Não me leve a mal: Hoje é carnaval.
Touradas em Madri Marchinhas de Carnaval Composição: by Braguinha-Alberto Ribeiro
Touradas em Madri Marchinhas de Carnaval Composição: by Braguinha-Alberto Ribeiro Eu fui às touradas em Madri E quase não volto mais aqui Pra ver Peri beijar Ceci. Eu conheci uma espanhola Natural da Catalunha; Queria que eu tocasse castanhola E pegasse touro à unha. Caramba! Caracoles! Sou do samba, Não me amoles. Pro Brasil eu vou fugir! Isto é conversa mole para boi dormir
O compositor Wilson Aragão a frente, Helvecio e o último com violão e gaita
Hospital nega atendimento de urgência a credenciado. Para a maioria das pessoas ter um plano de saúde significa tranquilidade e bom atendimento nos hospitais credenciados, mas não foi o que aconteceu na madrugada da última quinta-feira, dia 3, às 2h30min, com o cantor e compositor Helvécio Pereira de Santana, 62 anos. Segundo informações da esposa, engenheira Cyntia Brito, ele passou mal em casa, apresentando fortes dores no peito e vômitos.
Ela então resolveu dar socorro levando-o até o Hospital São Rafael. Ao chegar à portaria para se dirigir ao setor de emergência teve o atendimento negado, apesar de possuir assistência médica credenciada em convênio com o hospital. Desesperada, a engenheira tentou pagar com cartão de crédito, o que foi negado. A engenheira foi orientada pelo próprio funcionário do Hospital São Rafael a seguir pela Avenida Paralela rumo ao Hospital Jorge Valente, onde o paciente seria atendido. No meio percurso, próximo ao Parque Lucaia, Helvécio Santana começou a ter convulsões e a engenheira tentou reanimá-lo, mas já era tarde.
Quando chegou ao Hospital Jorge Valente, os médicos constataram que ele já estava morto. Telefones da engenheira Cyntia para contato 8876-9162 3358-5370 3353-0894 (Pérola Catela, jornalista
O Aurélio nos dá o significado de que bar é o "estabelecimento comercial onde se servem bebidas num balcão e ou pequenas mesas; botequim, boteco, café".
Mas na sua essência um bar é mais que isso, é onde pessoas passam a se conhecer, lugar de encontros e desencontros, lócus de convivência onde coisas acontecem.
Assim são os bares, alguns famosos outros anônimos, mas sempre importantes para a vida das pessoas.
O que seria do filme Casablanca se não fosse o Rick's Cafe American? É lá que toda a trama se desenvolve.
E o Homer Simpsons se não existisse o Moe's Tavern, ponto de encontro dos perdedores de Springfield, onde ele iria aplacar as suas angústias provocadas pelas suas frustrações?
Talvez as crônicas dominicais do imortal João Ubaldo Ribeiro não tivessem a mesma ironia se não houvesse o tão famoso Boteco do Leblon.
Assim são os bares!
Coaraci também teve e continua tendo seus pontos de encontros de amigos, lugar de bate papo, de cerveja gelada e de manifestações artísticas e culturais.
São tantos, entre famosos e anônimos que citarei apenas três deles.
O Jazz Bolacha, o mais famoso de todos, com mais de meio século de existência sempre uma instituição presente na vida de várias gerações. Como se numa hereditariedade de pai para filho, foi assim comigo e com muitos da minha geração.
Lembro-me de seo Joaquim, pai do meu amigo Zé, ele era a alma do Bolacha.
Das músicas que lá eram cantadas por amigos e companheiros que sempre achavam tempo para se encontrar e render homenagens à boa música, principalmente a Música Popular Brasileira.
Hoje, desde muito, o amigo Ivo vem mantendo o maravilhoso e velho Bolacha com o amor e a alma de um bom rei que sabe cuidar não apenas do seu reino, mas, principalmente dos seus súditos. A Toca, bar marcante para uma geração de amigos, lá se ouvia boa música nas vozes afinadas de Nái Amorim, dos irmãos Soares, Fábio e Luciano, o toque refinado do violão de Valdir Amorim e de tantos outros que por lá passaram. Sem falar nas excepcionais mostras de som que eram feitas. Uma verdadeira confraria!
E por último, o Banana Café ou simplesmente o Bar de Maria, também remanescente da Toca. Um caldeirão de cultura que dispensa comentários. Cheio de gente bonita de papo agradável e de belíssimas obras de arte nas paredes. E o mais importante, o calor humano e o sorriso alegre da grande amiga Mary.
Pois é, amigos, assim são os bares da minha terra.
Antônio Ribeiro da Conceição, nome artístico Bule Bule, nascido em 22 de outubro de 1947, na Cidade de Antônio Cardoso no Estado da Bahia, musico, escritor, compositor, poeta, cordelista, repentista, ator e cantador. Ao longo dos seus mais de trinta e oito anos de carreira gravou seis Cd’s (Cantadores da Terra do Sol, Série Grandes Repentistas do Nordeste, A fome e A vontade de Comer, Só Não Deixei de Sambar, Repente Não Tem Fronteiras e Licutixo).
São quatro livros editados: (Bule Bule em Quatro Estações, Gotas de Sentimento, Um Punhado de Cultura popular, Só Não Deixei de Sambar), mais de oitenta cordeis escritos, participação em vários seminários como palestrante, varias peças teatrais e publicitárias agraciadas pelo Prêmio Colunista.
Milhares de apresentações durante a sua carreira. Atualmente ocupa o cargo de Gerente de Cultura da Prefeitura Municipal de Camaçarí, diretor da Associação Baiana de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia e da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Recentemente foi premiado com o Prêmio Hangar De Música no Rio Grande do Norte junto com Margaret Menezes e Ivete Sangalo.
Meu coração É de poeta Minhas mãos De operário, Nos meus pensamentos Só projetos, Na minha vida Só concretos Viajo de elevador Para a cidade alta Nos restaurantes Só moqueca da Dadá, Na minha marmita Arroz, pimenta Bife e feijão.
Alterego
Os dias são chuvosos e quentes Aqui perto da Linha do Equador Eu vivo pela metade A Outra o Tempo Levou Há um Vazio No coração e no bolso E engarrafamentos, O transito é lento Me sinto longe, Saudades da brisa E do mar azul de Amaralina Não Há amigos Nem Amor A vida perto da linha È entediante